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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

professores não aderiram à manifestação!


Greve dos professores com níveis elevados na Póvoa

De acordo com os primeiros números do Sindicato, a adesão à greve dos professores é superior aos 90 por cento em todo o país. Esta 2ª feira, os professores marcaram mais uma greve nacional em que exigem a suspensão e substituição do modelo de avaliação de desempenho e, relativamente ao Estatuto da Carreira Docente, querem eliminar a divisão da carreira em categorias hierarquizadas (professores e professores titulares).

Na Póvoa de Varzim, a paralisação dos docentes está bem próxima dos 100 por cento. Na secundária Eça de Queirós e no agrupamento vertical Flávio Gonçalves, nenhum professor se apresentou ao trabalho. Já na secundária Rocha Peixoto, a adesão ficou-se pelos 94 por cento e no agrupamento vertical de Aver-o-Mar, pelos 98 por cento. Em Beiriz, no agrupamento Campo Aberto, os valores foram um pouco menores, chegando aos 75 por cento.

Fico feliz pelo facto dos professores da Póvoa se terem apercebido do tremendo erro que foi confundir uma greve com uma manifestação, como aconteceu em Dezembro passado quando se concentraram em frente aos Paços do Concelho, numa atitude que deixou muitas incertezas sobre onde começava uma luta nacional e acabava o apoio a um regime local, cinzento e caduco.

Tal como os alunos, também os professores estão sempre a aprender.




quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

dos professores e outras greves

Devo boa parte da minha formação, nomeadamente a profissional, aos professores. Sempre tive muito respeito pelos meus professores, ao contrário de outros colegas e amigos para quem o professor era apenas alguém que estava ali para retirar horas de diversão que o estatuto de jovem parece conceder ilimitadamente.

E muito agradeço àqueles que mais competentes foram, quer pela sabedoria que demonstravam, quer pelo respeito que incutiam.

Como em tudo na vida, há bons, razoáveis e maus professores, sendo que esta classificação tem mais a ver com a aptidão natural para o ser do que com a particular inteligência que demonstram.

Um bom professor não tem de ser brilhante nos seus conhecimentos, mas deve saber qual a melhor forma de os transmitir aos seus alunos.

Um professor tem a vida facilitada se os seus alunos trouxerem uma boa educação de casa.

Eu era assim: inteligente e educado. Facilmente atingi patamares de brilhantismo nos anos de ensino na Escola Eça de Queiroz, antigo Liceu.

Compreendo a actual luta dos professores relativamente à questão dos métodos de avaliação do seu desempenho, embora tenha dificuldade em entendê-la.

Com esta confusão toda sempre que os vejo já não sei se estão a manifestar-se ou em greve.

Depois da exibição dos barulhentos e malcriados alunos junto ao edifício da autarquia, o que me leva a pensar que muito professor sofre, aconteceu a dos professores. Tal como os seus discípulos, os professores também se enfiaram debaixo dos arcos da Câmara Municipal.

Inicialmente julguei tratar-se de uma manifestação contra o Macedo Vieira pela má política deste relativamente às infra-estruturas de ensino na cidade. Mas depois vi lá o Diamantino, o eterno “professor-autarca” do risinho à “smile”, a dizer que esta greve está a dividir os que são PS e os que não são, e aí percebi: era uma greve. Reparem só nas preocupações do Diamantino.

Sempre pensei que os trabalhadores faziam greve nos locais de trabalho para demonstrarem perante a entidade patronal o seu descontentamento.

Fizeram do Macedo Vieira patrão. Assumiram a condição de professores e funcionários autárquicos. Muitos devem andar na solidariedade também.

Não os vi a solidarizarem-se com os trabalhadores da Maconde ou outros, quando foram despedidos, eles que têm conhecimento privilegiado das dificuldades daqueles, transmitidas pelos alunos.

Por que me hei-de solidarizar com os professores, cujo patrão (Estado) distribui dinheiro por tudo o que é ladrão?